
Se tem algo que eu me lembro que sempre quis eram matrioskas. Eu as via e achava lindo o fato de uma “caber” na outra, até que acabava numa grandona, a mãe de todas, que guardava e protegia quem estava dentro. Hoje, vejo nessas bonequinhas russas uma pura expressão de afeto e cuidado. Puro zelo. Se eu ganhasse matrioskas de alguém hoje, entenderia que essa pessoa não teria nenhum problemas em zelar por mim.

Minu com Nina no colo.
Eu ganhei uma cachorrinha. Tekel Arlequim, a Nina. Ela tem um problema no olho, chamado terceira pálpebra…. parece que é genético. É como se fosse uma catarata, não sei bem como explicar, mas sei que tem a alternativa de uma cirurgia. Nada disso seria problema se ela não me ignorasse. Desde que chegou aqui em casa, ontem, ela não me dá a mínima atenção. Ela está sempre tremendo e desconfiada e segundo a minha irmã, é uma reação normal porque ela estava numa matilha, e por isso não tinha os cuidados voltados só pra ela, o que fez que ela tivesse uma infecção urinária que minha irmã já estava tratando e tal… mas enfim, sou ignorada. Eu confesso que estou triste, porque queria cuidar dela e ver ela bem logo. Estou triste porque ela anda pra lá e pra cá, como quem tá sem rumo e quando não é assim, fica deitada num cantinho debaixo da cama. Isso está me matando. A foto não está boa, ela não parou pra minha irmã tirar a foto. Mas ainda não tive tempo de tirar uma foto com ela direita.
Queria que essa situação passasse logo.